18:09 |
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer
Elenco principal: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Neil Patrick Harris, Rodrigo Santoro, Kate del Castillo, Jake T. Austin
Estúdio: Blue Sky Studios
Distribuidora: 20th Century Fox
Quando soube que iam fazer uma animação que se passa no Rio de Janeiro, logo me preocupei, pensei que seria um filme estereotipado, como todos os outros filmes americanos em que aparece o Brasil, com apenas samba, mulatas e favelas, porém, quando descobri que o diretor do filme não só era brasileiro, mas era Carlos Saldanha, diretor de grandes animações como a trilogia A Era do Gelo e o filme Robôs, com certeza fiquei satisfeito. E com razão.
O filme leva uma vantagem: por se passar no Brasil, pode abordar um tema muito desconhecido mundialmente e extremamente preocupante que ocorre no país. O tráfico de animais silvestres, algo nunca antes falado em uma animação infantil é um problema que merece um grande foco na mídia mundial. O roteiro é sobre uma arara azul que foi capturada por traficantes de animais e levadoa até Minesota, nos Estados Unidos. O pássaro acaba caindo do caminhão em que estava sendo transportado e é encontrado por uma garota que o adota e o cria durante toda sua vida, chamando-o de Blu. Porém, por ser demasiadamente domesticado, a ave não sabe voar. Certo dia, um ornitólogo brasileiro chamado Túlio encontra Blu e sua dona Linda e conta a ela que Blu, junto com uma outra arara azul, Jade, são os últimos de sua espécie, e que, para salvá-la, precisaria que os dois se acasalassem. Blu e Linda viajam, junto com Túlio, para o Rio de Janeiro, onde Blu se encontra com Jade. Ambos, porém, são sequestrados por traficantes de animais, e têm que achar uma maneira de trabalharem juntos para se libertarem.
O roteiro pode não ser dos mais originais, porém a animação é divertida, as piadas são engraçadas e o filme faz de tudo para mostrar um Rio de Janeiro diferente do que vemos em outros filmes. A questão de trabalhar com o tráfico de animais é uma das coisas mais importantes da animação, porém existem outros fatores a serem considerados. O filme aborda, bem de leve, a pobreza nas favelas do Rio, com o personagem Fernando, um garoto sem dinheiro nem família, que acaba sendo forçado a trabalhar para os traficantes. O filme também mostra o carnaval de uma maneira muito bela e bem representada, exemplificando tudo o que se encontra na Marquês de Sapucaí durante a festa, mas, principalmente, consegue balancear perfeitamente o Brasil, mostrando-o como país do futebol, do samba e das favelas, e ainda, um outro lado, que poucos conhecem, de um país em desenvolvimento. A animação consegue representar quase que perfeitamente a realidade brasileira.
Porém, ainda assim, o filme tem falhas, algumas não tão importantes nem tão aparentes, como o fato de todos os personagens pobres serem negros, enquanto os outros são todos brancos, um tanto preconceituoso, mas não chega a estragar o filme. Outros aspectos incomodam um pouco mais. As músicas cantadas não têm cara 100% brasileiras, algumas parecem ter sido criadas para um musical infantil e misturadas com um samba. Para quem vive no Brasil, a música aparenta ser pouco natural. O estilo musical é o mesmo que o de qualquer outra animação, porém com um toque brasileiro que disfarça a música, fazendo-a parecer, para os que desconhecem, uma música legitimamente brasileira.
Uma específica cena pode chocar as pessoas, em que Blu diz que não gosta de samba e acaba, de certa forma, "ofendendo" os brasileiros. Eu não acho essa uma falha no filme, e sim uma maneira brilhante de o diretor criticar esse pensamento brasileiro de que todo brasileiro tem que gostar de samba, e de que, se não gostar, é desrespeitoso para com a cultura. Isso é a maior bobagem, e Saldanha representou isso muito bem nessa cena.
Nota final: 7.0
Não é a melhor animação do mundo, e contém algumas falhas que chegam a incomodar um pouco, porém aborda temas interessantes e entretem muito bem as crianças e até mesmo os adultos.
Trailer Oficial:
17:04 |
Direção: D.J Caruso
Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar, Marti Noxon
Produção: Michael Bay, Steven Spielberg, Chris Bender, J.C Spink, David Valdes
Elenco principal: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Kevin Durand, Teresa Palmer, Calan McAuliffe, Jake Abel
Estúdio: Reliance BIG Entertainment, Bay Films, DreamWorks Pictures
Distribuidora: Touchtstone Pictures
Quando se trata de filmes baseados em livros, eu tenho uma regra de sempre ler o livro antes de ver o filme. Infelizmente isso não foi possível em Eu sou o número 4, pois o filme foi lançado e eu não havia tido tempo de ler o livro, mas, só de ver o filme, dá para perceber que sua adaptação é de longe uma das piores.
Eu não sei se o livro é bom, e se for, sua adaptação para o cinema foi bem fraca. Sempre soube que era uma obra comercial, algo para entreter mais do que para fazer pensa. O livro, pelo que me falaram, também tinha essa proposta, então eu fui ver o filme com isso em mente. Basicamente, é um filme que tem uma proposta parecida com a de filmes como Harry Potter ou Crepúsculo, misturando elementos de ficção em um drama adolescente. É obviamente melhor que Crepúsculo, porém não chega nem perto de Harry Potter.
O roteiro é sobre um garoto alienígena que, junto com outros 9, acaba fugindo de seu planeta natal para a Terra, pois esse estava sendo invadido por outros alienígenas. O garoto passa a maior parte da sua vida na Terra junto com Henri (Timothy Olyphant), seu protetor, que se passa por seu pai, porém os alienígenas que invadiram seu planeta natal passam a perseguir esses nove sobreviventes e matar um por um em ordem, sendo que o nosso protagonista é o número quatro. O filme começa logo após a morte do número três. Henri e seu "afilhado", que carrega o pseudônimo de "John" (Alex Pettyfer), estão disfarçados de humanos, sendo que o "número quatro" passa-se por estudante do ensino médio. Na escola conhece Sarah Hart (Diana Agron), por quem se apaixona. Porém os E.Ts do mal o encontram e ele tem que lutar e usar os seus poderes sobrenaturais para salvar, não só a si mesmo, mas também àqueles a quem ama.
A impressão que me dá é que era uma história tão grande e elaborada que o roteirista não conseguiu compactar tudo em um filme, o que deixa várias perguntas em aberto. Quem são esses alienígenas? Por que eles seguem essa ordem numérica? Por que eles são tão importantes? Apenas por serem os últimos da espécie, ou há algo mais? Qual a história deles? Essas são apenas algumas das questões não respondidas no filme e que que talvez sejam respondidas no livro. O pouco que é contado da história no filme está tão diluído que logo você se esquece desta.
Outra coisa que me causou estranhamento, e isso eu acho que também é uma falha do livro, foram os vilões. No filme eles são descritos como seres que não colonizam, simplesmente destroem... É isso? Nenhuma história para eles? Nenhum desenvolvimento do personagem?Nada, só criaturas que gostam de destruir. É como se a autora estivesse com pouco tempo e nenhuma disposição para criar algum vilão decente e só jogou uma espécie que destrói coisas por nenhum motivo ou razão. E isso é algo que me deixa frustrado. Sempre acho que, mais importante que o herói em uma história desse tipo, é o vilão. Pense em Harry Potter por exemplo: a autora passa vários capítulos só para explicar a história de Tom Riddle e como ele se transformou em Lord Voldemort, e faz isso de uma maneira tão brilhante que você acaba querendo saber cada vez mais. Nessa história não há nada disso, nenhum trauma emocional, nenhuma perda, nada. Somente espécies que gostam de quebrar coisas e matar pessoas.
Numa visão geral, o filme tem uma proposta que já é bem fraca, então, se a proposta é ruim, o roteiro tem que ser muito bom, certo? E é aí em que o filme não só falha, mas falha feio. A atuação em si é terrível, mas, se o roteiro fosse bom, isso até que seria uma falha descartável, porém não dá para evitar a impressão de que era um bom livro, porém com uma adaptação horrível. Contudo se deixarmos o cérebro de lado, e esquecermos que filmes têm que ter uma história, acaba sendo um filme que entretem, com boas cenas de ação e bons efeitos especiais, algo do tipo Avatar: um bom visual, mas uma história de dar pena.
Nota final: 3.5
Apesar de ter bons efeitos especiais e cenas de ações muito empolgantes, a história é mal contada e a atuação é horrível. Um livro que talvez seja muito bom, adaptado de maneira pobre.
Trailer oficial: O mais engraçado é que o trailer do filme contém cenas que foram, depois, excluídas do resultado final e que são extremamente importantes, pois são elas que explicam toda a história que falta no filme.
14:38 |
Vou logo dizendo, estava com muitas dúvidas se realmente deveria fazer essa postagem ou não, selecionar os 10 preferidos sobre qualquer assunto é um risco muito grande, existem pessoas que não entendem que a minha opinião não precisa condizer com a delas e que a opinião delas não é a verdade absoluta. Enfim, eu gostaria que todos compreendessem que eu não conheço todos os diretores do mundo e essa é uma lista dos que eu mais gosto, não dos melhores que existem, afinal, se eu não conheço todos, como posso classifica-los certo?
Antes que perguntem qual o motivo de eu ter escolhido justamente fazer a lista dos diretores, o motivo é muito simples. Sem direção não tem filme e sem boa direção não tem bom filme. Agora que está tudo esclarecido, vamos á lista.
10 - Tim Burton - Quando o assunto é filme Hollywoodiano com destino puramente comercial eu acho muito difícil alguém superar o Tim Burton. O ar sombrio típico do diretor deixa até as histórias mais bobas e infantis um tanto macabras, e eu simplesmente adoro a maneira que ele conta cada história com um ponto de vista louco e distorcido, por escolher sempre os mesmos atores para seus filmes acaba ocorrendo uma sincronia entre diretor-ator que faz seus filmes fluírem de uma maneira agradável, e dá uma certa garantia que o filme será de excelente qualidade. O defeito? Um excelente potencial desperdiçado em filmes puramente e somente comerciais, sem nenhum outro destino, fora isso, um excelente diretor com enorme potencial.
09 - José Padilha - O melhor filme nacional só pode levar o, na minha opinião, melhor diretor nacional, pra quem não sabe, José Padilha é a mente brilhante que dirigiu ambos os Tropa de Elite, uma série que sofre de muito preconceito por ser violenta e grossa, mas com uma das melhores propostas entre todos os nacionais, mostrar a realidade do país em que vivemos. De uma maneira sutil, porém brilhante o filme combina ação intensa, brutalidade extrema e uma tremenda história, tudo para protestar contra a sociedade em que vivemos e o governo pelo qual somos submetidos, um excelente diretor, porém com pouca experiência, mas ainda assim excelente.
08 - Akira Kurosawa - Quando se trata de filmes japoneses, não dá pra ser melhor do que Akira Kurosawa, o diretor fez umas das maiores obras de artes na história do cinema japonês, senão na história do cinema em geral. Seus filmes são ricos em uma excelente fotografia e um enredo beirando a perfeição e variam de pequenos curtas narrando os sonhos do diretor até uma adaptação da obra O Rei Lear de William Shakespeare, Kurosawa define o cinema japonês.
07 - Zack Snyder - Zack Snyder, o nome em si pode ser um tanto desconhecido, porém os seus filmes são todos de grande renome dentro de Hollywood, 300, Watchmen e Sucker Punch são todos uma mistura entre filmes Hollywoodianos e filmes artísticos, e, discutivelmente, o mais próximo que Hollywood já chegou de arte depois de Quentin Tarantino, o diretor tem um excelente potencial e eu adoraria vê-lo dirigir alguma obra séria, artística, fora dos padrões de Hollywood comerciais, tenho fé de que sairia um excelente trabalho.
06 - Peter Jackson - Sim, Jackson pode não ter feito os melhores filmes da coleção da história do cinema, mas com certeza não foi por sua culpa, seu trabalho em Senhor dos Anéis está muito bom, apesar do filme estar muito distante do livro em questões de adaptação, se analisado separadamente, sem levar a adaptação em consideração, é um excelente filme, muito bem dirigido e produzido, se o filme peca em algum ponto, é no roteiro que se afasta demais do livro original, mas após o seu trabalho em Senhor dos Anéis ele surpreende a todos com uma regravagem de King Kong, é óbvio que não chega nem aos pés do King Kong original, mas aí já é pedir o impossível, na minha opinião Jackson fez um excelente trabalho em todas as suas direções, porém todas voltadas ao mercado comercial, sem nenhuma ponta de interesse ao mercado artístico.
05 - Charles Chaplin - Não há muito o que dizer sobre o icônico Charles Chaplin, o diretor, com seu personagem Carlito revolucionou a história do cinema, de longe o melhor diretor de sua época Chaplin criticava a sociedade em que vivia de uma maneira bem humorada, com uma mistura entre drama e comédia que eu não encontrei em nenhum outro filme, na minha opinião merecedor do título de "pai do cinema", Chaplin é uma das maiores lendas na história cinematográfica.
04 - Clint Eastwood - Depois do estrondoso sucesso estrelando filmes de velho oeste nas décadas de 70 e 80, Clint Eastwood voltou-se para o rumo da direção de grandes filmes artísticos, alguns deles muito conhecidos como Invictus, os filmes de Eastwood quase sempre contam com um bom enredo e um excelente elenco, porém é a direção de Clint que surpreende mais, filmes todos com histórias um tanto pesadas contadas de maneira suave. Também impressiona em questões técnicas, com tomadas excelentes. É notável em seus filmes que o ar de velho oeste está sempre presente, afinal, trata-se de Clint Eastwood, o homem que estrelou A Série do Dólar e O Bom o Mal e o Feio e que dirige grandes filmes como Gran Torino e Além da Vida.
03 - Os Irmãos Wachowski - Se você não conhece esses dois, eles são os irmãos que dirigiram Matrix, na minha opinião já é o suficiente para torná-los uns dos melhores diretores da história, visto que a trilogia Matrix é uma das melhores da história. Sim, está certo que depois disso eles sumiram completamente e não fizeram mais nenhum filme no papel de diretores, minto, eles dirigiram Speed Racer, mas eu prefiro esquecer deste detalhe. O trabalho que eles fizeram em Matrix foi tão impressionante que eu ainda fico boquiaberto quando assisto o filme, com várias citações filosóficas, um enredo de dar nó no cérebro e com algumas das melhores cenas da história do cinema este filme é com certeza um dos meus favoritos, e seus diretores merecem maior parte do crédito.
02 - Quentin Tarantino - O exemplo de um dos maiores diretores da história do cinema que sofre de um grande preconceito. Para todos que não conseguem compreender suas obras são só mais filmes sangrentos e trashes, porém todos tem algo por trás, alguns segredos, uma pitada de humor negro e até mensagens subliminares que só depois muito assistir e muito refletir sobre os filmes é possível entender tudo, mas o que mais ganha nos filmes de Tarantino é o enredo, todos geniais, capaz de surpreender até mesmo os que já pensam que viram tudo, enredos como Pulp Fiction, Kill Bill e Bastardos Inglórios. Quentin Tarantino, o homem que fez arte em Hollywood.
01 - Stanley Kubrick - Na minha opinião, a mente de Stanley Kubrick se encontra muito a frente de qualquer outro cineasta na história da telona. Kubrick tinha a fama de perfeccionista, não aceitava nada abaixo do perfeito e utilizava métodos muitas vezes considerados desumanos para conseguir. Prender uma criança em uma sala escura só para depois conseguir filmar o real medo em sua cara como fez em O Iluminado ou dar ao personagem principal uma cobra como animal de estimação quando este tem fobia do réptil como fez em Laranja Mecânica pode ser considerado por muitos algo doentio, mas não estou aqui para julgar os métodos, e sim os resultados, e os resultados eram quase sempre o que Stanley buscava, perfeitos. Sim, havia falhas, a busca da perfeição era muitas vezes aquilo que a impedia, já que regravava muitas vezes a mesma cena e acabava exaustando os atores, porém essas falhas são tão pequenas que se perdem completamente nas obras que saíam de Stanley Kubrick. Kubrick, uma lenda cinematográfica.
14:15 |
Harry Potter está chegando ao fim. Uma frase que nunca antes havia passado pela minha cabeça e que até me dói escrever. A série que encantou jovens por quase uma década está quase no final. Faltam apenas três meses para vermos Rony, Hermione e Harry pela última vez nas telas de cinema. Mas essa hora ainda não chegou, e enquanto esperamos na reta final da saga eu decidi fazer um texto falando o que eu espero desse último episódio da saga Harry Potter.
Para começar eu tenho que dizer que Harry Potter, tanto a série de livros quanto a de filmes, é uma das séries que mais marcou a juventude na última década. Crianças começaram a ler os livros e ver os filmes de um personagem que foi crescendo e evoluindo junto com os fãs, e gostando ou não, tem que se admitir que Harry Potter é uma série que ficará lembrada para sempre por essa geração de jovens, se irá passar para outras eu não sei, mas todos aqueles que cresceram com o menino bruxo irão se lembrar dele pelo resto da vida.
Agora deixando o discurso nostálgico de fora, no minuto que soube que o último filme da série seria dividido em dois eu pensei "perfeito" afinal agora eles teriam dois filmes para adaptar o livro, não precisaria de nenhum corte e eles poderiam transpor o livro inteiro para as telonas, sem nenhuma diferença. Não me passou por nenhum minuto à cabeça que era apenas uma estratégia de marketing, e que só estavam fazendo isso para ganhar mais dinheiro, se estavam ou não, eu não sabia, e francamente, eu não ligava, desde que saísse um bom resultado. E saiu, um excelente resultado.
Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1 foi a melhor adaptação de um livro para um filme que eu já vi. O livro foi inteiro adaptado, sem nenhum respirar a menos de nenhum personagem, sim pode haver uma mini falha aqui e ali, mas o geral estava representado com perfeição. Outra coisa que já acontecia na série era que ela ia crescendo, de pouco em pouco, se tornando mais adulta, assim como os espectadores cresciam e se tornavam menos crianças, porém neste filme há um grande salto, existe um drama maior e as cenas pesadas prevalecem, comparando-o com o primeiro filme da série, é uma proposta completamente diferente.
E é o mesmo que eu espero ver na segunda parte das Relíquias da Morte, um clima mais pesado e menos infantil e uma adaptação beirando a perfeição. Não espero ver uma obra de arte, afinal Harry Potter nunca tentou ser uma obra de arte, nem no cinema, nem na literatura, mas como um filme comercial com a proposta de entreter os que assistem, aí sim, Harry Potter ganha um grande destaque.
O que me preocupa é que o livro foi praticamente inteiro adaptado na primeira parte, sobrou pouco mais de um quarto para ser transposto na segunda parte do filme, isso gera, em mim, um certo receio de que enrolem demais e façam um filme monótono, porém não acho que seja o caso. A ação foi guardada toda para essa segunda parte, se no primeiro filme você se cansou de ver uma história pesada de drama entre os personagens, espere uma boa dose de invasões á bancos e batalhas gigantescas nessa segunda parte.
Estou realmente ansioso para entrar na sala de cinema para assistir "Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2" mas ao mesmo tempo, lá no fundo, tenho uma certa vontade que esse momento tarde a chegar e que a série Harry Potter possa viver por mais alguns meses.
13:11 |
Quando saí do cinema, depois de ter visto Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, me senti muito bem, o filme satisfez tudo que eu esperava ver no fim da série. Quando soube que haveria um quarto filme, admito que fiquei muito preocupado com que isso estragasse um final perfeito para uma série de filmes muito divertida. Não tinha dúvida de que seria apenas uma tentativa de ganhar dinheiro em cima de uma ótima trilogia e que isso estragaria toda a experiência que foi assistir Piratas do Caribe, agora já não tenho tanta certeza.
Aparentemente, o filme começa aonde o anterior termina, com o infame e extravagante capitão Jack Sparrow e o misterioso e divertido capitão Barbossa disputando para conseguir a Fonte da Juventude, o que me deu mais esperanças, afinal, se o filme tem ligação ao anterior, existe a chance de que os produtores já estivessem planejando uma sequência e que não fosse apenas uma maneira de lucrar com o nome da série.
Eu acho engraçado que no primeiro filme Will Turner era o personagem principal, já que a história se baseia inteiramente nele e na Elizabeth, porém os fãs gostaram tanto do personagem interpretado pelo icônico Johnny Depp, que este logo roubou o lugar do pobre ferreiro e se tornou o centro das atenções pelos próximos dois filmes, mas, não satisfeito, ele logo se livrou do desnecessário William Turner e ganhou um quarto filme, só para que o irreverente capitão Jack Sparrow pudesse brilhar nas telonas mais uma vez, agora sem distrações.
Na história, Jack se reencontra com uma mulher de seu passado, interpretada por Penélope Cruz, porém fica na dúvida se o que sente por ela é amor ou se ela apenas o está usando para atingir a Fonte da Juventude, ela o embarca no navio do temido Barba Negra, interpretado por Ian McShane e Jack então se encontra em uma situação onde o perigo vem dos dois lados, tanto do capitão, quanto do da mulher.
O roteiro é uma versão adaptada do livro "On Stranger Tides" de Tim Powers, o que me deixa mais aliviado, pois indica que os produtores realmente estavam interessados em dar ao filme uma boa história, e talvez indique que o filme seja realmente bom.
O filme sairá nos cinemas dia 18 de Maio em 2D e 3D, farei o melhor para assistir o quanto antes e garantir uma crítica o mais rápido possível.
Título Original: Sucker Punch
Título Traduzido: Mundo Surreal
Diretor: Zack Snyder
Roteiro: Zack Snyder
Produção: Zack Snyder & Deborah Snyder
Estrelando: Emily Browning; Abbie Cornish; Jena Malone; Vanessa Hudgens; Jamie Chung; Oscar Isaac; Carla Gugino; Joe Hamm; Scott Glenn
Estúdio: Legedary Pictures & Cruel and Unusual Films
Distribuidora: Warner Bros. Pictures
Ok, tenho logo que admitir, eu não tinha absolutamente nenhuma expectativa para este filme, afinal, parecia apenas mais um filme trash com ninjas, atrizes gostosas e explosões. Nada contra filmes assim, porém eu não esperava ver nenhuma obra de arte sair daí. Me enganei feio.
O filme tem um enredo muito bem bolado e me surpreendeu em vários aspectos. Para começar eu vou admitir que eu adoro histórias baseadas em loucuras, me fascinam, qualquer personagem com algum tipo de distúrbio mental, pra mim, tem um destaque entre os outros, e se tem uma palavra que descreva Sucker Punch com perfeição, é loucura. Não posso falar muita coisa aqui sem entregar o fim do filme, mas vou fazer o possível.
A história parece simples de início, um padastro malvado mata a mãe de uma garota para ganhar a herança, porém esta vai para a garota e sua irmã, e é aí que as coisas começam a ficar insanas. Para conseguir a herança o tio acaba matando a irmã e mandando a garota para um bordel, onde ela ficaria presa com um grupo de mais quatro meninas, Sweet Pea (Abbie Cornish - A Lenda dos Guardiões), Rocket (Jena Malone - O Solista), Amber (Jamie Chung - DragonBall Evollution, Gente Grande) e Blondie (Vanessa Hudgens - High School Musical), ela ganha o apelido de BabyDoll (Emily Browning - Desventuras em Série) e logo impressiona a todos com suas incríveis habilidades de dança. Baby porém, não é uma garota comum, enquanto dança, começa a ter alucinações, e essas alucinações a guiam de certa forma que ela consegue tudo o que quer, ela então arma um plano para escapar do local, mas para isso precisará da ajuda das outras quatro.
O filme brinca com realidade e ilusão, levando os objetivos reais de Baby para suas fantasias, e então, de volta à realidade. Isso divide o filme em duas partes, enquanto Baby está no mundo real, é um drama, Baby tem que lidar com todas as dificuldades do bordel e convencer as parceiras a ajudá-la a escapar, quando Baby entra em suas ilusões, o filme vira algo para sentar e curtir a ação, as coreografias de lutas nessas cenas são incríveis e deixam o espectador de boca aberta, nesses momentos o filme passa a não fazer sentido nenhum, um recurso brilhante para mostrar a insanidade da personagem.
Sim, visto assim a história parece ser muito simples e não aparenta ter nenhum atrativo, mas é isso que torna o filme tão belo, o que começa como uma simples história sofre uma incrível reviravolta no final que te faz pensar nele mesmo horas depois de ter terminado. É um daqueles filmes onde vão se criando dúvidas o filme inteiro e apenas no final, sem esclarece-las, o filme te dá informações para que você crie suas hipóteses e interpretações, são poucos os filmes que eu conheço que têm essa característica, e todos eles são grandes clássicos, como Matrix, A Origem e grande parte dos filmes de Stanley Kubrick.
A proposta, no fim do filme, parece ser uma espécie de crítica à realidade e à sanidade, em alguns momentos dá a impressão de que o filme apóia, de certa forma, a loucura, dizendo que somente sendo loucos, seremos realmente livres da prisão chamada "sanidade", pode parecer um tanto bizarro, porém se formos parar pra pensar, faz um certo sentido, por mais enlouquecedor que isso seja
A atuação não é lá das melhores, mas é muito mais do que eu esperava, todas as atrizes escolhidas para as personagens principais eram, na minha opinião, um desastre, porém, nesse filme elas fazem um bom trabalho, o que já é uma grande evolução.
Mas não vou mentir, o filme tem suas falhas, muitas cenas são extremamente clichês e parecem até copiadas de outros filmes, porém não vejo isso como um problema que atrapalhe tanto, em geral, é um bom filme e eu recomendo, realmente vale a pena.
Nota final: 7.5
O filme é uma boa diversão, mas ao mesmo tempo te faz pensar em várias coisas, não chega a ser uma obra de arte, porém cumpre seu objetivo e é uma ótima recomendação pra quem procura um meio termo entre Hollywood e arte.
Trailer oficial:
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