I am number 4 - Eu sou o número 4



Direção: D.J Caruso

Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar, Marti Noxon

Produção: Michael Bay, Steven Spielberg, Chris Bender, J.C Spink, David Valdes

Elenco principal: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Kevin Durand, Teresa Palmer, Calan McAuliffe, Jake Abel

Estúdio: Reliance BIG Entertainment, Bay Films, DreamWorks Pictures

Distribuidora: Touchtstone Pictures

Quando se trata de filmes baseados em livros, eu tenho uma regra de sempre ler o livro antes de ver o filme. Infelizmente isso não foi possível em Eu sou o número 4, pois o filme foi lançado e eu não havia tido tempo de ler o livro, mas, só de ver o filme, dá para perceber que sua adaptação é de longe uma das piores.

Eu não sei se o livro é bom, e se for, sua adaptação para o cinema foi bem fraca. Sempre soube que era uma obra comercial, algo para entreter mais do que para fazer pensa. O livro, pelo que me falaram, também tinha essa proposta, então eu fui ver o filme com isso em mente. Basicamente, é um filme que tem uma proposta parecida com a de filmes como Harry Potter ou Crepúsculo, misturando elementos de ficção em um drama adolescente. É obviamente melhor que Crepúsculo, porém não chega nem perto de Harry Potter.

O roteiro é sobre um garoto alienígena que, junto com outros 9, acaba fugindo de seu planeta natal para a Terra, pois esse estava sendo invadido por outros alienígenas. O garoto passa a maior parte da sua vida na Terra junto com Henri (Timothy Olyphant), seu protetor, que se passa por seu pai, porém os alienígenas que invadiram seu planeta natal passam a perseguir esses nove sobreviventes e matar um por um em ordem, sendo que o nosso protagonista é o número quatro. O filme começa logo após a morte do número três. Henri e seu "afilhado", que carrega o pseudônimo de "John" (Alex Pettyfer), estão disfarçados de humanos, sendo que o "número quatro" passa-se por estudante do ensino médio. Na escola conhece Sarah Hart (Diana Agron), por quem se apaixona. Porém os E.Ts do mal o encontram e ele tem que lutar e usar os seus poderes sobrenaturais para salvar, não só a si mesmo, mas também àqueles a quem ama.

A impressão que me dá é que era uma história tão grande e elaborada que o roteirista não conseguiu compactar tudo em um filme, o que deixa várias perguntas em aberto. Quem são esses alienígenas? Por que eles seguem essa ordem numérica? Por que eles são tão importantes? Apenas por serem os últimos da espécie, ou há algo mais? Qual a história deles? Essas são apenas algumas das questões não respondidas no filme e que que talvez sejam respondidas no livro. O pouco que é contado da história no filme está tão diluído que logo você se esquece desta.

Outra coisa que me causou estranhamento, e isso eu acho que também é uma falha do livro, foram os vilões. No filme eles são descritos como seres que não colonizam, simplesmente destroem... É isso? Nenhuma história para eles? Nenhum desenvolvimento do personagem?Nada, só criaturas que gostam de destruir. É como se a autora estivesse com pouco tempo e nenhuma disposição para criar algum vilão decente e só jogou uma espécie que destrói coisas por nenhum motivo ou razão. E isso é algo que me deixa frustrado. Sempre acho que, mais importante que o herói em uma história desse tipo, é o vilão. Pense em Harry Potter por exemplo: a autora passa vários capítulos só para explicar a história de Tom Riddle e como ele se transformou em Lord Voldemort, e faz isso de uma maneira tão brilhante que você acaba querendo saber cada vez mais. Nessa história não há nada disso, nenhum trauma emocional, nenhuma perda, nada. Somente espécies que gostam de quebrar coisas e matar pessoas.

Numa visão geral, o filme tem uma proposta que já é bem fraca, então, se a proposta é ruim, o roteiro tem que ser muito bom, certo? E é aí em que o filme não só falha, mas falha feio. A atuação em si é terrível, mas, se o roteiro fosse bom, isso até que seria uma falha descartável, porém não dá para evitar a impressão de que era um bom livro, porém com uma adaptação horrível. Contudo se deixarmos o cérebro de lado, e esquecermos que filmes têm que ter uma história, acaba sendo um filme que entretem, com boas cenas de ação e bons efeitos especiais, algo do tipo Avatar: um bom visual, mas uma história de dar pena.


Nota final: 3.5
Apesar de ter bons efeitos especiais e cenas de ações muito empolgantes, a história é mal contada e a atuação é horrível. Um livro que talvez seja muito bom, adaptado de maneira pobre.

Trailer oficial: O mais engraçado é que o trailer do filme contém cenas que foram, depois, excluídas do resultado final e que são extremamente importantes, pois são elas que explicam toda a história que falta no filme.

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